Há tempos
venho pesquisando sobre o ‘Mestre do Suspense’, suas técnicas cinematográficas que
prendem o espectador com os olhos fixos na tela com as melhores e mais
refinadas tramas. Terror sutil, perspectivas de câmera inovadoras para época,
fixação por loiras e manias, manias, manias (não sei por que, mas me
identifiquei um pouco...). No dia 21 de junho não aguentei a curiosidade,
deixei alguns afazeres de lado e decidi começar a assistir a filmografia de Alfred
Hitchcock. Missão não muito fácil, porque alguns filmes estão fora de catálogo,
outros se perderam no tempo. Porém vou assistir somente os filmes que Hitch atua
como diretor, excluindo os primeiros mudos do início da carreira, década de 20,
quando ele atuava como designer de títulos, diretor de arte e diretor
assistente. São 78 obras no total, incluindo estes primeiros, alguns curtas-metragens
e 17 episódios que ele dirigiu da série Alfred
Hitchcock Presents, que foi ao ar de 1955 a 1961 e os episódios dirigidos
por ele das séries The Alfred Hitchcock
Hour, “I Saw the Whole Thing” (1962), “Four O’Clock” (1957) da série Suspicion e “Incident at a Corner”
(1960) da série Startime. Além do
documentário sobre o Holocausto “Memória dos Campos” (1945). Então, excluindo
os de direção de arte e direção assistente, tenho 61 filmes e 19 episódios para
assistir.
As obras de
Hitchcock atravessaram o tempo, até hoje são referências no gênero e inspiram
novos cineastas (que claro, nunca terão a genialidade de Hitch, but...). Muitos
dos filmes são considerados grandes clássicos do cinema mundial. Sem falar na
fotografia deles, que certamente merecia um prêmio à parte. O gordinho
simpático (se bem que há quem pense o contrário e não o considere tão simpático
assim) foi um cara ousado para época, trouxe para as telas muitas inovações e
causava um reboliço com os críticos daquele tempo, ao apresentar cenas de beijos
com mais de três segundos (oooh!) e nudez parcial.
Do primeiro
dia até hoje consegui assistir 13 obras (número significativo!). Ao contrário
da maioria dos fãs de Hitchcock, eu preferi começar pelos filmes menos
badalados (somente Os Pássaros que eu não resisti e acabei olhando antes). E
engana-se quem pensa que por ser o ‘Mestre dos Suspense’ é fácil encontrar seus
filmes. Claro que os mais famosos como Psicose (1960), Os Pássaros (1963) e Um
Corpo que Cai foram fáceis, e quase todos os filmes mudos da carreira de
Hitchcock são de domínio público e estão disponíveis na internet, porém alguns
do período inglês tive que buscar em sites especializados, alguns comprei, outros
consegui baixar da internet. Meu maior problema foi encontrar os
longas-metragens com legendas em português. Tive sorte, pois muitos dos filmes
do cineasta estão disponíveis em idioma espanhol, o qual entendo bem.
A meta é até o
final das minhas férias de inverno que vão de 21 de julho a 04 de agosto ter
assistido toda a filmografia. Mas sei que é pouco tempo. Para me motivar – se
bem que nem precisa muito, pois as obras por si só são tão interessantes que
deixam sempre com vontade de assistir outro e mais outro, fiz uma espécie de
TOP 13, em ordem de preferência, por sinal, contrariando ordem de preferência
da maioria dos outros fãs de Hitch.
Top 13 Hitchcock
1- Psicose
2- Os Pássaros
4- A Dama
Oculta
5- Quando Fala
o Coração
6- Os 39
Degraus
7-
Correspondente Estrangeiro
8- Festim
Diabólico
9- Rebecca, a
Mulher Inesquecível
10- Agonia de
Amor (O Caso Paradine)
11- A
Estalagem Maldita
12- The
Pleasure Garden
13- Mulher
Pública
Depois que
assistir todos os filmes da meta, farei um post do Top 10 da carreira de Hitchcock
e quem sabe até coloco aqui os traillers oficiais e uma pequena resenha de cada
um. Mas isso é assunto para beeem mais adiante.


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