sexta-feira, 2 de maio de 2014

Argentina- País de cultura hermana

Na última postagem de viagem relatei um pouco sobre como foi conhecer o Deserto de Atacama, no Chile. Tão impressionante quanto o deserto foram os lugares que encontrei na Argentina. Selecionei o que mais me chamou a atenção pela beleza e por ser tão inacreditável que não parece de verdade. 

Um arco-íris na terra

A Quebrada de Purmamarca é como se fosse a tela e O Cerro de los Siete Colores as tintas, mostrando a natureza em forma de arte


O Cerro de los Siete Colores integra o conjunto de montanhas da Quebrada de Purmamarca, situada na província de Jujuy. O cartão postal do noroeste Argentino carrega esse nome por apresentar diversas cores (muitos afirmam enxergar bem mais que sete...). A formação das tonalidades, segundos os entendidos, acontece devido à estrutura geológica e ao movimento tectônico, mas isso é outro assunto, pois ao chegar ao local e avistar a imensidão de cores, os olhos parecem não acreditar no que vêm. Como é de praxe no mesmo momento os turistas começam a contar as cores que conseguem distinguir, como se fosse um arco-íris na terra.
Imagine acordar e ter uma visão dessas na janela de sua casa. É essa a sorte que os moradores do povoado de Purmamarca, situado aos pés do Cerro, têm todos os dias. Um ótimo cenário para deixar a imaginação voar e o encantamento tomar conta. A simpática vila de Purmamarca é um atrativo à parte, as ruelas de chão batido lhe conferem um ar de lugar que parou no tempo, mas em seguida essa sensação é desfeita. Logo se ouvem risos, conversas em vários idiomas e uma mistura de tipos de pessoas, vindos de diversos locais, criando um clima agradável de descontração.
Aos pés do Cerro o povoado de Purmamarca leva a vida com a tranquilidade que só é quebrada quando chegam os turistas

 O colorido do Cerro ao fundo também divide espaço com as cores do artesanato local, espalhadas por todos os cantos. Quanto mais se aproxima das montanhas se vai descobrindo uma nova tonalidade, que alguns metros atrás não era possível enxergar. Nessa atmosfera quase lúdica onde a natureza é apresentada em forma de arte, é instantâneo perder-se em pensamentos e na vontade de ficar mais um pouquinho. E por falar nisso, teve que ficar só na vontade, pois já era hora de voltar pra casa.
Por enquanto fico por aqui, ainda com muitas histórias para contar sobre Peru, Chile e Argentina. Quem sabe numa próxima...

*Texto e fotos: Karine Klein

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